terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O TEMPO



(Mario Quintana)

"A vida são deveres que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas...
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, já não sabemos mais por onde andam nossos amigos.
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, passaram-se 50 anos.
Agora é tarde demais para ser reprovado. Se me fosse dado um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Seguraria todos os meus amigos, que já não sei onde e como estão, e diria: vocês são extremamente importantes para mim. Seguraria o meu amor, que está, há muito, à minha frente e diria: Eu te amo. Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter agluém ao seu lado, ou de fazer algo por puro medo de ser feliz. A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente...não voltará mais!"

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Esse texto de Mário Quintana me fez refletir...sobre o "danado" tempo!!!
O tempo..sempre o "culpado" de tudo...Se não somos o bastante para alguém, é porque não temos tempo; Se não deu pra ligar, "não tive tempo"; Não deu pra ir àquela reuniãozinha de amigos da 5ª série...não deu tempo..
É verdade que vivemos um mundo absolutamente competitivo, onde andar devagar pode significar ser pisoteado por quem vem atrás.
É mesmo verdade que o tempo não pára e que as 24 horas do dia parecem já não bastar para que possamos viver e sobreviver.
Mas, também é verdade, que entrar nesse ciclo vicioso não é uma questão de administração do tempo e sim uma questão de escolha.
Somos absolutamente livres para organizar a nossa vida, definir o nosso tempo e priorizar o que de fato importa para nós.
Não estar presente nas reuniões importantes da família ou não celebrar o aniversário de uma pessoa amada em virtude de compromissos profissionais não é um problema de falta de tempo e sim um problema de prioridades. Uma questão de escolha.
É verdade que a vida não é fácil e que precisamos literalmente correr em busca de nossos objetivos, mas é preciso olharmos de frente para a nossa falta de tempo e avaliar que ela é apenas uma escolha que fazemos.
É mais fácil jogar a culpa no volume de trabalho, nas exigências do chefe, na necessidade de nos mantermos à frente da concorrência ou na internet que ‘rouba' a maior parte de nosso tempo do que olharmos verdadeiramente para as nossas escolhas e para as prioridades que estabelecemos para nossas vidas.
O maior problema é que o preço a ser pago por esse investimento na competência ou na busca por sermos profissionais de sucesso é a culpa por não podermos ser plenos em nossas relações.
A falta de tempo não pode ser argumento para essa e nem para quaisquer outras ausências em nossos relacionamentos.
Encontrar o equilíbrio para dar conta dos compromissos e viver momentos de plenitude requer muito mais do que uma agenda organizada. Exige a disciplina e a coragem para olharmos para dentro de nós e avaliarmos o que realmente podemos e queremos fazer com nosso tempo.
E, sempre vale a pena lembrar, que o tempo que oferecemos para nós e para as outras pessoas deve ser dimensionado pela qualidade e não pela quantidade.
Cinco minutos vividos com intensidade e plenitude podem representar muito mais do que cinco anos vividos de forma vazia.
Reclamar da quantidade de tempo que não temos ou usar o tempo que temos com qualidade também é uma decisão nossa.
Viver o tempo, ao invés de reclamar a falta dele, eis aí um bom desafio...

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