Texto
Anônimo enviado por Harmonia & Patrícia Aloise Couto
Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo,
quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve
visita... Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das
visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que
mal conhecemos.
Chegando ao sítio, constatou a
pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal de
três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujar... Então se aproximou um
senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: “Neste lugar não há
sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família
sobrevivem aqui?” E o senhor calmamente respondeu: “Meu amigo, nós temos uma
vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse
produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros
alimentícios e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso
consumo e assim vamos sobrevivendo.”
O sábio agradeceu pela informação,
contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio
do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: “Aprendiz, pegue a
vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.” O
jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato de a
vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu
o silêncio absoluto do seu mestre, foi
cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.
Aquela cena ficou marcada na memória
daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia ele resolveu largar
tudo o que havia aprendido e voltar aquele mesmo lugar e contar tudo àquela
família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez. Quando se aproximava do
local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com
carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e
desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio
para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um
caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns
quatro anos. O caseiro responde: “Continuam morando aqui.” Espantado, o
discípulo entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara
antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (dono da vaquinha): “
Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?” E o senhor,
entusiasmado, respondeu: “Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e
morreu. Daí em diante, tivemos eu fazer outras coisas e desenvolver habilidades
que nem sabíamos que podíamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos
vislumbram agora!”
Moral da história: Todos nós temos uma vaquinha que nos dá
alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra
qual é a sua e empurre morro abaixo. Em vez de esperarmos que alguém “empurre
nossa vaquinha morro abaixo” devemos BUSCAR nosso próprio bem. Basta termos
coragem de entrar “nesse desconhecido” e alcançar o melhor.
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