domingo, 10 de março de 2013

Momento Ricardo

Ricardo, quando você voltar para a matéria, o que você não vai fazer?
O que eu não vou querer fazer?
O que você não vai querer fazer e que a gente faz também, como talvez você tenha feito em outra vez. Então serve de alerta porque você tem uma visão maior.
Gostei de sua pergunta... eu gostei.
O que eu não vou querer fazer?
Eu acho que é perder tempo com coisas tão pequenas que não mereçam o tempo que eu vou querer usar na matéria.
O tempo na matéria é uma coisa tão importante que a gente não deveria perder em coisas pequenas, sabe, em raivinhas, em egoísmos, em achar que eu vou ser melhor.
Eu vou tentar ser melhor, se eu lembrar da minha proposta, mas o melhor, não para parecer o melhor, mas para ser melhor dentro de mim.
Eu não vou querer me perder em situações que não sejam importantes ou úteis.
O que eu vou querer fazer?
É olhar o céu e saber que de fato existe alguma coisa que não é só no céu.
É no céu, é na Terra, é dentro de mim.
Eu gostaria de, quando na matéria, ter a mesma certeza que eu tenho agora.
Eu não vou querer me comparar a ninguém e não vou querer comparar ninguém a mim, porque cada um tem direito de ser exatamente o que é.
Eu não vou querer me esforçar para ter um carro tão caro, porque é bobagem.
Eu não vou me esforçar para ser quem se destaque na multidão.
Eu só vou querer aprender a cada dia aquilo que alguém puder me ensinar.
Em vez daquele carrão, talvez eu queira abrir espaços para conhecer outras pessoas, percebendo o que elas podem fazer, o que eu posso fazer.
Talvez eu queira entender melhor que quando nos unimos podemos fazer coisas muito melhores.
Eu não vou querer perder tempo com coisas que não sejam importantes.
Eu não vou querer ser amargo, só porque eu não tenho o que eu quero.
Eu vou compreender, eu vou precisar querer coisas que realmente tenham valor, e o valor talvez seja poder ver o sorriso de alguém.
Então talvez eu queira ter a facilidade ou a possibilidade de transmitir o bem, isso em vez do carrão.
Aparecer, me destacar, só se for para dizer como se viver melhor, como se agir melhor, fora isso, não, eu não quero.
Eu não vou querer tanta vaidade.
Eu não vou querer fazer de cada momento um prazer que passa, mas eu vou querer que meus momentos sejam do prazer que fica, o prazer de estar em paz aqui dentro, pensando que eu fiz aquilo que eu podia fazer.
Então isso eu vou gostar de fazer quando eu voltar.
Eu acho que alguma coisa, pelo menos, eu vou lembrar desta proposta, mas um detalhe, isso já me explicaram, quando a gente vem para a matéria, essas propostas normalmente são esquecidas para que não seja uma escravidão, para que a gente tenha oportunidade de fazer coisas boas, mas espontaneamente, não por achar que somos obrigados a elas, então por isso que a gente esquece, mas eu conto com vocês, para ao menos, de vez em quando rezar, para quando eu vier para a matéria, lembrar de alguma coisa.
O duro é que vai demorar, vai demorar.
E quem sabe, quando eu puder voltar para a matéria, o que tenha realmente valor seja o que eu tenho hoje como proposta.
A vida realmente com um pouco mais de desapego, um pouco mais de amor no sentido melhor.

(Ricardo – Lar da Luz – 04.02.13)

Nenhum comentário:

Postar um comentário